Votação é retomada e senadores aprovam reforma trabalhista

11 de julho de 2017 - 19:54 | por Redação
Votação é retomada e senadores aprovam reforma trabalhista
Brasil
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Após uma sessão marcada por uma série de tumultos em plenário, o Senado aprovou nesta terça-feira (11), por 50 votos a 26 (e uma abstenção), o texto-base da reforma trabalhista .

Após novos momentos de bate-boca e confusão, os senadores começaram a encaminhar a votação da reforma trabalhista no plenário do Senado. O presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), retornou ao local e, sob protestos da oposição, anunciou a reabertura dos trabalhos.

Como a Mesa Diretora continuava ocupada pelas senadoras da oposição, Eunício se sentou no canto da mesa e, mais uma vez, fez uso do microfone sem fio.

Desde o fim da manhã parlamentares oposicionistas obstruíram os trabalhos e permaneceram no plenário, sob a condição de ser votado separadamente um dispositivo do projeto que trata do trabalho de mulheres grávidas em locais insalubres.

Eunício de Oliveira, PMDB,  conhecido como “ índio” na planilha de propinas da Odebrecht,  suspendeu a sessão e apagou as luzes do plenário.

Às 18h36, três minutos depois de retornar ao local, Eunício pediu que as lideranças de partidos orientassem suas bancadas sobre como votar. “Senhoras senadoras e senadores, já podem votar”, disse Eunício, sob aplausos de governistas. Como forma de protesto, parlamentares da oposição pediram que fosse concedido o tempo regimental para que os líderes se manifestassem, ao que Eunício argumentou que não poderia abrir o microfone e conceder a palavra enquanto não se sentasse na cadeira. Após 11 minutos de confusão e bate-boca entre os parlamentares, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) se levantou e, seguida das outras parlamentares, deixou a mesa.

Neste momento, um grupo de manifestantes portando cruzes e bandeiras e pedindo a saída de Temer, tenta entrar nas dependências do Senado. Embora a votação já tenha sido iniciada, com quórum de mais de 50 senadores na Casa, Eunício Oliveira finalmente concedeu a palavra às lideranças. “Palavra, eu cumpro. Não vou encerrar a votação, vou dar o encaminhamento de líderes”, afirmou.

Até então, sete partidos ainda não haviam encaminhado seus votos. Já as lideranças governistas estão abrindo mão da fala.

  • Texto atualizado para inserção do placar da votação.

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