Vereadores de Santa Bárbara são alvo de operação da Polícia Civil

27 de julho de 2017 - 13:44 | por Redação
Vereadores de Santa Bárbara são alvo de operação da Polícia Civil
Corrupção
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O presidente da Câmara Municipal de Santa Bárbara, na Região Central de Minas Gerais, Juarez Camilo Carlos (PSDB), foi preso hoje (27) em uma operação contra fraude, de acordo com o delegado da Polícia Civil Domiciano Monteiro, que coordena as investigações.

A Operação Apolo 13 apura crimes de corrupção, falsificação de documentos e fraude em licitações. Dez pessoas foram presas ao todo. Entre os presos estão, além do presidente da Câmara, quatro vereadores, dois ex-vereadores, dois ex-chefes de gabinete e um empresário. Um outro empresário está foragido. Outras nove pessoas foram levadas prestar depoimentos, no cumprimento de mandados de condução coercitiva.

Por meio de nota, o PSDB de Minas Gerais disse que desconhece os detalhes da operação em Santa Bárbara nesta manhã, “mas defende que todas as denúncias sejam apuradas com rigor e os responsáveis sejam punidos, após processo que garanta o princípio do contraditório e da ampla defesa”.

Segundo as informações iniciais divulgadas pelo delegado do município, Domiciano Monteiro, cerca de 100 policiais participam da operação, que cumpre mandados contra 20 suspeitos, entre prisões preventivas e conduções coercitivas.

De acordo com as investigações, o empresário preso venceu uma licitação para fornecer carros de aluguel para a Câmara Municipal. Segundo os relatórios, as distâncias das viagens percorridas com os veículos dariam para ir da Terra até a lua.

A Polícia Civil ainda apura crimes como interferência em investigações, falsificação de documentos, peculato e corrupção passiva. Computadores, celulares e documentos foram apreendidos na Câmara.

O delegado Domiciano Monteiro disse que três contratos de aluguel de carros foram estabelecidos com a Câmara, sendo dois deles com o empresário detido. Estes contratos estão sob suspeita porque o processo de licitação foi feito sob sigilo, sem divulgação pública, e também não cumpriu os prazos determinados. Ainda segundo o delegado, houve uso de documentos falsos nestas licitações. O valor dos contratos superou R$ 500 mil.

A polícia informou que as investigações começaram há cerca de um ano e apuram desvios que teriam sido cometidos por vereadores, empresários, advogados e políticos da região.

Moradores de Santa Bárbara foram para a porta da delegacia para aplaudir a chegada dos detidos. Os presos foram levados para o presídio da cidade de Barão de Cocais.

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