Última semana de julho tem participação especial do Trio Marruá em São João del-Rei e Tiradentes

26 de julho de 2017 - 13:49 | por Sergio Sanches
Última semana de julho tem participação especial do Trio Marruá em São João del-Rei e Tiradentes
Cultura
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Rosemeire Moreira (soprano), Edilson de Lima (guitarra francesa e guitarra barroca) e Elisa Freixo (órgão) apresentam obras sacras e profanas

O Trio Marruá, formado por Rosemeire Moreira (soprano), Edilson Lima (guitarra francesa e guitarra barroca) e Elisa Freixo (órgão) trazem a São João del-Rei/MG e Tiradentes/MG um programa que contempla obras sacras e profanas para voz, guitarra e órgão, além de algumas peças para órgão solo. As modinhas e os lundus, sempre presentes nos concertos do Trio Marruá, estão no programa.

Na quinta-feira, 27 de julho, o Trio Marruá se apresenta às 19h no Museu Regional de São João del-Rei. O concerto tem entrada franca; o espaço contempla 70 pessoas sentadas. Logo após, o Trio Marruá faz uma participação especial no concerto de Thiago Tavares na Matriz de Santo Antônio, em Tiradentes. Na sexta-feira, 28 de julho, o Trio Marruá é o responsável pelo Concerto Regular na Matriz de Santo Antônio em Tiradentes, às 20h. Os ingressos dos concertos de Tiradentes são vendidos na portaria da Matriz a R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia – para estudantes munidos de carteirinhas ou comprovante de matrículas e pessoas da 3ª idade).

Edilson Lima conta que o fator principal da união do trio é o interesse pela música antiga: “Gostamos e estudamos a música dos séculos XVII e XVIII europeia e a música dos séculos XVIII e primeira metade do século XIX brasileira, hoje conhecida como música colonial”, explica.

O nome “Marruá” vem de um lundu composto na virada do século XVIII para o XIX. Há várias versões da música na Biblioteca Nacional de Portugal e uma em Morretes, no Paraná (publicada por Rogério Budasz). É provável que esse lundu tenha sido composto em homenagem a uma dançarina chama Marie Antoine de “Monray”, que viveu na época. “Marruá” seria uma corruptela do sobrenome da dançarina.

Os músicos

Rosemeire Moreira (soprano) é graduada em Canto pelo Instituto de Artes (UNESP) e pós-graduada na Royal Academy of  Music (Londres), com especialização em Música de Câmara. Como solista, apresentou-se em concertos e óperas na Europa e no Brasil. Em 2004 gravou o CD de  Modinhas e Lundus dos séculos XVIII e XIX, junto ao grupo Lira D’Orfeo, e o CD MISSA A CINCO VOZES de André da Silva Gomes junto ao Coro América Antiga. Suas mais recentes atuações foram no Messiah de G. F. Haendel em versão mozartiana junto à Orquestra Experimental de Repertório e no papel de Belinda na Ópera Dido e Enéas de H. Purcell. Faz parte do Coral Paulista, do Teatro Municipal de São Paulo.

 

Edilson Lima (guitarra francesa e guitarra barroca) iniciou seus estudos de violão do Conservatório Municipal de Guarulhos e, posteriormente, da Escola Municipal de Música de São Paulo. É bacharel em Composição e Regência pelo Instituto de Artes (UNESP) em 1992 e é mestre em Música desde 1998. Como pesquisador da música colonial brasileira, colaborou com partituras para a gravação de CDs. Dirigiu e produziu o CD Modinhas de amor – Lira d´Orfeo, 2004. Publicou ainda o livro As Modinhas do Brasil (2001). É professor do Curso de Música da Universidade Federal de Ouro Preto/MG. Realizou diversas trilhas para espetáculos teatrais Em 2008 lançou o CD Lundu de Marruá.

 

Elisa Freixo é uma das mais renomadas artistas do cravo e do órgão e possui 14 discos e CD’s gravados. Estudou na Faculdade de Música Santa Marcelina, foi bolsista do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico e frequentou a Escola de Música de Hamburgo. É responsável pela Série de Concertos Regulares do Órgão da Sé, em Mariana/MG, e também pelos concertos ao órgão da Matriz de Santo Antônio, em Tiradentes/MG e ao órgão do Museu Regional de São João del-Rei/MG.

 

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