The Guardian defende Diretas

24 de maio de 2017 - 11:32 | por Redação
The Guardian defende Diretas
Brasil
0

 

“Os políticos brasileiros derrubaram o país: deveriam deixar que os 143 milhões de eleitores tivessem uma palavra a dizer sobre como sair dela”.

Esta é a opinião do influente jornal inglês, em editorial, no qual defende a proposta.

Mas por aqui a realidade é dura.

Muito dura.

Confusão geral  

Senadores se enfrentam e relatório da reforma trabalhista é dado como lido, após as cenas intensas e fortes devido ao bate-boca ocorrido ontem Senado.

O nervosismo e a confusão foram resultado no debate mal sucedido do relatório da reforma trabalhista, 1.

Quente desde o início dos debates, a sessão  ferveu de vez quando a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) apresentou questão de ordem solicitando que a matéria retornasse à Mesa do Senado para ser apensada a outras de assunto semelhante. A questão foi rejeitada pela presidência da comissão, e os oposicionistas levantaram-se e ficaram de pé, em frente à mesa diretora, iniciando o bate-boca e anunciando que a reunião não teria continuidade.

“O governo não tem condição de colocar a reforma trabalhista nesta Casa. Eu faço um apelo ao senador Ricardo Ferraço. Isto é uma manobra, estão usando a CAE para dizer que o Temer tem força”, disse Lindbergh Farias (PT-RJ). Ferraço (PSDB-ES) é o relator da reforma trabalhista na comissão.

Com a continuidade do tumulto, Jereissati suspendeu a reunião, mas a tensão prosseguiu no ambiente. Senadores da base aliada e de oposição gritavam e erguiam os dedos uns contra os outros. Manifestantes que acompanhavam a reunião gritavam palavras de ordem dentro do plenário da CAE, e a segurança começou a esvaziar a audiência, inclusive com a retirada da imprensa.

Queixa de agressões

Após a desistência de retomada dos trabalhos, os senadores da base aliada se queixaram de que houve tentativa de agressão por parte dos oposicionistas, que não aceitaram a derrota pelo voto. “Não podendo ganhar no voto, senadores e senadoras quiseram ganhar no braço, no grito”, disse o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). “Aqui só existe uma arma: a palavra. O que se viu foi a tentativa de impedir o funcionamento físico, por agressões físicas, por agressões verbais.”

Em resposta, o senador Humberto Costa (PT-PE) alegou que houve agressões de parte a parte e pediu uma reunião de lideranças para superar os problemas ocorridos na CAE. “Esta aqui é uma Casa, por excelência, política, e acho que tudo que aconteceu hoje, e posso falar aqui com autoridade, porque eu era um dos que estavam tentando serenar os ânimos, apesar de ter levado um empurrão de um senador da base do governo, que ficou apoplético lá. Então, houve agressões, de parte a parte, acho que este não é um bom caminho. Temos que superar este episódio”, afirmou.

Nota da redação: Tem The Guardian razão?

Foto:Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *