Tartarugas do Espírito Santo serão monitoradas pela Fundação Renova e pelo Projeto Tamar

19 de julho de 2017 - 19:52 | por Sergio Sanches
Tartarugas do Espírito Santo serão monitoradas pela Fundação Renova e pelo Projeto Tamar
Ambiente
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Trabalho será realizado em 156 quilômetros de praias, de Aracruz a Conceição da Barra, para avaliar possíveis impactos dos rejeitos do rompimento da barragem de Fundão nas espécies marinhas

A Fundação Renova e a Fundação Pró-Tamar acabam de celebrar um contrato para o monitoramento de tartarugas marinhas na costa do Espírito Santo. O estudo será realizado durante cinco anos em 156 quilômetros de praia, de Aracruz a Conceição da Barra.

A ideia é avaliar aspectos como reprodução, alimentação e desova, por exemplo, para identificar se houve mudanças na dinâmica das tartarugas do litoral capixaba. Por serem espécies ameaçadas de extinção, podem ser mais sensíveis a mudanças no ambiente. Por isso, o resultado desse monitoramento é um indicador fundamental para balizar as ações de reparação ambiental executadas pela Renova.

Os trabalhos começam nos próximos dias e os primeiros resultados serão compartilhados com os órgãos ambientais seis meses após o início do estudo. O levantamento será realizado durante todo o ano e reforçado no período de desova das tartarugas, de setembro a março, quando o monitoramento ocorrerá durante o dia e também no período da noite.

Entre os locais monitorados estão áreas como Reserva Biológica de Comboios, a Terra Indígena de Comboios, Povoação, Monsarás, Cacimbas, Ipiranga, Ipiranguinha, Pontal do Ipiranga, Barra Seca/Urussuquara, Campo Grande, Barra Nova e Guriri. A execução das atividades irá mobilizar mão de obra local – pescadores e moradores tradicionais da costa – para detecção e monitoramento das fêmeas, ninhos e filhotes, levando em conta também o conhecimento tradicional da população.

“Essa parceria é importante para gerar conhecimento sobre as tartarugas marinhas, que são ameaçadas de extinção, além de contribuir para o entendimento do impacto do rompimento sobre esses animais. A nossa expectativa é de que o projeto, além de trazer informações sobre a conservação das espécies, seja também uma fonte de emprego e renda para a população da região”, afirma Bruno Pimenta, líder das ações de Biodiversidade da Fundação Renova.

Todo o trabalho será supervisionado por técnicos e estagiários para possibilitar os estudos de distribuição espacial e temporal dos ninhos, proteção, identificação das espécies e avaliação do sucesso reprodutivo. As equipes serão alocadas nas bases do Tamar ao longo da área a ser estudada e serão geridas pelos técnicos do Centro Tamar/Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

 

 

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