Sistema de contenção realizado pela Samarco mostra eficácia

24 de fevereiro de 2017 - 01:18 | por Redação
Sistema de contenção realizado pela Samarco mostra eficácia
Ambiente
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As fortes chuvas que caíram sobre Mariana no início de fevereiro, quando choveu 70 mm em 48 horas, constituíram o primeiro grande teste do sistema de contenção de sedimentos feito pela Samarco para evitar o  carreamento de resíduos sólidos da área de Bento Rodrigues para o Rio Gualaxo.

Concluído em janeiro deste ano,  o dique S4 completa o sistema e logo abaixo dele, medições realizadas no dia 15 de fevereiro, demonstraram que a turbidez média da água no local estava em 25,7 NTUs, quando o limite estabelecido pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) é de 100 NTUs (sigla em inglês referente a nefelometria, que é uma análise laboratorial baseada na diminuição da difracção da luz).

De acordo com o diretor de Operações e Infraestruutura da Samarco, Rodrigo Vilela, a redução dos  índices de turbidez demonstra que o S4 cumpre bem sua função de conter sedimentos na região do Bento e enviar água limpa ao Gualaxo.

 

O sistema

O dique S4 é a parte final do sistema de contenção compreendido também por Nova Santarém, S!,S2 e S3. Este último foi alteado e o sistema completo elevou em quase 6 milhões de metros cúbicos a capacidade de retenção de sedimentos remanescentes do rompimento da barragem de Fundão, além de fortalecer e dar mais robustez e segurança ao sistema de contenção, afirmou Rodrigo Vilela.

O sistema permite a decantação de produtos sólidos e diminui a velocidade da água, o que evita carreamento de rejeitos ao rio Gualaxo.

O S4 tem caráter temporário e a área alagada por ele não afeta as ruínas e edificações existentes, como a Capela de São Bento e o cemitério.

           

Retorno das atividades

Segundo Rodrigo Vilela,  após as audiências públicas realizadas no final do ano passado, aconteceram importantes avanços e novos níveis de entendimento de autoridades e órgãos públicos. Ele informou que evoluem as tratativas sobre a utilização da Cava Sul da mina de Alegria por 2 anos para deposição de rejeito e há negociações entre a Vale e a BHP para ceder o uso da cava de Timbopeba, que seria utilizada durante 10 anos.

As propostas permitiriam o retorno das atividades e o fim de deposição de rejeitos no vale do Fundão, o que eliminará qualquer risco de contaminação da bacia do Rio Doce.

A decisão do Conselho de Política Ambiental (COPAM) sobre a licença para a utilização da cava Sul de Alegria deve ocorrer no próximo mês.

As prefeituras de Mariana, Ouro Preto e Catas Altas já deram carta de anuência à empresa, que agora discute a concessão da anuência com a administração de Santa Bárbara, município ao qual pertence Brumal,  onde está a captação de água no rio Santa Bárbara que abastece todo o sistema industrial e o mineroduto da empresa.

Ainda sem a anuência de Santa Bárbara, a Samarco não pode solicitar a Licença de Operação (LOC), a mais importante, pois permite a atividade da empresa.

Rodrigo Vilela explicou que as audiências públicas foram os primeiros passos para o licenciamento e que todos os documentos e informações solicitadas foram enviadas aos órgãos ambientais, referentes  às licenças da cava sul.

Sobre as expectativas de retorno das atividades no segundo semestre, ele disse que “não estava nas mãos da empresa definir a data, pois dependia de aprovação de órgãos ambientais”, mas destacou que quando a aprovação for concedida, a empresa necessitaria de em torno de 4 meses para efetivamente retornar a produção, o que ele disse acreditar que ocorra no segundo semestre, sem precisar qual período; mas lembrou que a análise da LOC pelo COPAM pode demandar alguns meses. Neste calendário, o prognóstico de retorno das atividades em julho dificilmente ocorrerá.

“ Mostramos aos órgãos ambientais a viabilidade ambiental do projeto, com anuências, outorgas, autorização do DNPM e ela está amparada nas licenças anteriormente concedidas”, frisou.

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