Senar Minas e Fundação Solidaridad estudam parceria para a cafeicultura

27 de novembro de 2017 - 19:34 | por WWFA
Senar Minas e Fundação Solidaridad estudam parceria para a cafeicultura
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O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural () e a Fundação Solidaridad, que desenvolve soluções para apoiar agricultores e pecuaristas, estudam um trabalho conjunto voltado para a cafeicultura nas Matas de Minas. Para apresentar as atividades e parcerias já existentes, a gerente regional do Senar em Viçosa, Silvana Novais, acompanhou a coordenadora do programa de café e gênero da organização internacional, Nicole Gobeth, em visitas pela região.
 
De acordo com Novais, a proposta, ainda não oficializada, visa ajudar os cafeicultores das Matas de Minas, especialmente no que se refere aos gargalos na comercialização. “Agora entramos em uma fase de discussão e elaboração de um projeto que seja capaz de apontar caminhos para a comercialização do café, que é um dos principais desafios para os produtores rurais. Juntando forças e nos aliando nessa parceria, esperamos fazer algo em prol do cafeicultor”, afirmou. 
 
Para Gobeth, a proposta é baseada em ações que ambas as instituições defendem: transferência de tecnologia, fortalecimento do negócio familiar e empoderamento econômico da mulher. “A parceria envolve a criação de cursos de classificação e degustação e preparo de amostras, oferecendo um produto melhor para os compradores, além de atrair mercados interessados, proporcionando transparência na relação comercial entre produtor e comprador”, explicou.
 
A ideia surgiu após Novais apresentar a Gobeth o programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar Minas. Inédito no estado, a proposta é que os técnicos auxiliem os cafeicultores na gestão das propriedades e na adequação tecnológica. Trezentos produtores são atendidos pelo programa nas Matas de Minas e no Sul do estado. A metodologia de atuação está fundamentada em cinco etapas: diagnóstico produtivo individualizado, planejamento estratégico, adequação tecnológica, capacitação profissional complementar e avaliação sistemática de resultados.
 
“Ver a importância para os produtores envolvidos deixa claro que esse é o tipo de assistência necessária para tratar da rentabilidade do café. A produção familiar, se bem gerida, é sim atrativa, viável e promissora, e foi possível ver isso refletido no campo, na quantidade de jovens envolvidos no negócio e considerando essa possibilidade de futuro. A adoção de boas práticas agrícolas não só conserva o meio ambiente como também garante a resiliência da produção”, enfatizou Gobeth.

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