Samarco trabalha para voltar a operar em Ouro Preto e Mariana em 2017

13 de dezembro de 2016 - 16:14 | por Redação
Samarco trabalha para voltar a operar em Ouro Preto  e Mariana em 2017
Ambiente
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Através do Gerente Geral de Licenciamento, Márcio Perdigão, a Samarco apresentou hoje (13) à imprensa regional, em Mariana, os aspectos técnicos e ambientais para a utilização da Cava Sul da mina da Alegria, condição inicial para a obtenção de licenças ambientais e de operação da planta de Germano, paralisadas desde novembro de 2015.

A área não utilizará sistema de barragem e durante os próximos seis meses, dela serão retiradas cerca de 12 milhões de toneladas de minério de ferro, de uma capacidade residual de mais de 150 milhões de toneladas, atualmente.

No futuro, quando obter licenças para deposição em outras áreas, a empresa retirará da cava o rejeito depositado e poderá extrair  cerca de 140 milhões de toneladas do produto remanescente.

Se aprovado nas audiências públicas, o projeto prevê o retorno das atividades no inicio do segundo semestre de 2017, com 60% da capacidade instalada. A capacidade de armazenamento na cava é de 17 milhões de metros cúbicos de rejeitos, garantindo o funcionamento por 2 anos. Neste período a empresa planeja produzir 36,7 milhões de toneladas de minério.

Neste espaço, a empresa deve apresentar novos planos de áreas para a deposição do material para garantir a continuidade do negócio.

Amanhã (14) acontece a primeira audiência pública para discutir o licenciamento para a deposição de rejeitos da mineradora, na cava Sul da Mina de Alegria. O evento será às 18h30 desta quarta-feira em Ouro Preto, no Centro de Convenções da UFOP e na quinta, a audiência será as 18h30, na Arena Mariana.

Danos econômicos e recuperação

Caso não volte a operar, haverá uma perda de 4,4 bilhões de faturamento direto e indireto na cadeia de produção da empresa em 2017. Este valor corresponde a 1% do PIB mineiro  e os governos federal, estadual e municipais deixam de arrecadar 989 milhões em impostos. O total projetado representa quase o dobro de todo o gasto público dos municípios de Ouro Preto, Mariana, Anchieta e Guarapari, em saúde, educação, saneamento transporte.

Em estudo elaborado pela Tendência Consultoria Integrada, afirma-se que a continuidade da paralisação da Samarco colocará em risco quase 20 mil vagas diretas e indiretas de emprego, afetando principalmente trabalhadores mineiros.

Quando estava em operação, a receita da Samarco correspondeu a 6,4% do PIB capixaba e 1,5% do mineiro.

“Diante da atual crise econômica e fiscal vivida pelo nosso País, com consequências diretas em geração de emprego, renda e arrecadação tributária, um esforço conjunto entre Poder Público, Sociedade e Acionistas com o intuito de retomar, tão logo seja possível, a atividade econômica da Samarco pode representar um alívio para as economias mineira e capixaba”, afirma o coordenador da área de Estudos, Projetos e Pareceres da Tendências, Eric Brasil. empresa contratada pela BHP para avaliar o impacto econômico da reativação das atividades da Samarco.

O estudo da Consultoria aponta ainda que  o impacto regional sem a atividade da mineradora é significativo, tanto no aspecto econômico quanto fiscal. Minas Gerais deixará de arrecadar R$ 138,6 milhões em 2017 em impostos estaduais. O valor equivale a 0,29% do total de impostos recolhidos pelo Estado. Sem a mineradora, o Estado também poderá deixar de contar com 14.531 vagas de trabalho. Este total representa mais de 100% de todos os empregados na cidade de Mariana e cerca de 80% dos trabalhadores na cidade de Ouro Preto. Sem estes postos de trabalho, a massa de renda de Minas Gerais poderá retrair R$ 916 milhões no próximo ano – o que equivale a 0,7% da massa salarial do Estado, mais que o dobro da massa salarial da cidade de Mariana e 150% da massa salarial de Ouro Preto.

Já o Espírito Santo deixará de arrecadar R$ 206,2 milhões em 2017 em impostos estaduais. O valor equivale a 2% do total de impostos recolhido pelo Estado. O Estado também poderá deixará de contar com 4.111 vagas. Este total representa 51% de todos os empregados na cidade de Anchieta e 18% dos empregados de Guarapari. Sem estes postos de trabalho, a massa de renda do Espírito Santo poderá retrair R$ 283 milhões no próximo ano – valor que representa 1% da massa salarial do Espírito Santo, 98% da massa salarial dos trabalhadores de Anchieta e 67% da massa salarial de Guarapari.
 O estudo  demonstra que quase 20 mil vagas de emprego ficarão em risco em 2017 com a continuada paralisação da Samarco

4 Comments

  1. Edmilson Rosa Paiva diz:

    Gostei muito e estou torcendo para que este retorno seja o mais breve,se puderem antecipar para o final do primeiro semestre seria muito melhor pois, tenho bastante interesse em voltar a fazer parte do TIME/EQUIPE e com certeza estarei HOJE, quinta na audiência que será as 18h30, na Arena Mariana.

    • Edmilson Rosa Paiva diz:

      Gostei muito e estou torcendo para que este retorno seja o mais breve,tenho bastante interesse em voltar a fazer parte do TIME/EQUIPE e com certeza estarei HOJE, quinta na audiência que será as 18h30, na Arena Mariana.

    • Edmilson Rosa Paiva diz:

      Gostei e com certeza estarei HOJE, quinta na audiência que será as 18h30, na Arena Mariana.

  2. Edmilson Rosa Paiva diz:

    Gostei.

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