Samarco e Fundação Renova desfazem utopia de vereadores

23 de junho de 2017 - 10:20 | por Redação
Samarco e Fundação Renova desfazem utopia de vereadores
Mariana
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A Câmara Municipal de Ouro Preto realizou  reunião com representantes da Samarco e da Fundação Renova para debater o impasse do retorno das atividades da empresa e as razões para a não inclusão de Ouro  Preto no Termo de Transação de Ajustamento de Conduta (TTAC) que trata dos projetos e ações de reparação e recuperação de áreas afetadas pelo rompimento da Barragem de Fundão.

O TTAC foi assinado em março de 2016 entre  a Samarco, Vale, BHP Billiton, e governo federal, mineiro e capixaba.

O documento explicita os 40 municípios inscritos no termo como afetados pelo evento de 2016 e abrangidos pelas ações da Fundação Renova, do qual não consta Ouro Preto.

Este foi o ponto do questionamento. “Ouro Preto realmente não foi diretamente atingida ambientalmente, mas sabemos que está sofrendo socioeconomicamente, pois houve uma queda na arrecadação e uma perda grande de empregos entre os seus cidadãos”, afiromu o presidente da Câmara, Wander Albuquerque (PDT).

Rodolpho Samorini, gerente de Relações Institucionais da Samarco, justificou que o TTAC aborda os municípios atingidos diretamente com o rompimento da barragem. A questão dos prejuízos causados pela paralisação dos trabalhos da empresa não é objeto do ITTAC, obviamente.

O gerente de Engajamento da Fundação Renova, Willian Sarayeddin, afirmou que a entidade é guiada pelo TTAC e é formada para gerir os programas de reparação, restauração e reconstrução das regiões impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão. “A Fundação Renova tem uma política de estímulo à contratação local que é muito focada nos municípios diretamente impactados descritos no TTAC, mas ela segue uma lógica concorrencial. Claro que a gente tem que privilegiar mão de obra e serviços locais, mas seguindo critérios de concorrência definidos pelo mercado”, explicou.

Assim, Ouro Preto não está entre os municípios contemplados pelos projetos da Renova, mas isso não impede que sejam feitas contratações de serviços e produtos de pessoas ou empresas do município.

Recentemente, a Câmara de Ouro Preto formou uma comissão de vereadores para acompanharem o andamento das negociações para o retorno das atividades da Samarco e quanto às ações de mitigação do impacto com o ocorrido.

São membros os edis Juliano Ferreira, Vander Leitoa, Marquinho do Esporte. A ideia é buscar informações detalhadas sobre essas ações e lutar pela representatividade de Ouro Preto nesse processo.

Juliano Ferreira considerou “a reunião benéfica, pois nos norteou sobre como ocorreu a assinatura do termo, os entes envolvidos e os órgãos envolvidos para que possamos buscar reverter o processo em que Ouro Preto se encontra submetida atualmente”.

Participaram da reunião os vereadores ouro-pretanos: Chiquinho de Assis (PV), Juliano Ferreira (PMDB), Marquinho do Esporte (SD), Vander Leitoa (PV) e Wander Albuquerque (PDT); os representantes da Samarco: Rodolpho Samorini e Guilherme Louzada; e pela Fundação Renova: Jaqueline Alves Roberto, André Carvalho, Willian Sarayeddin e Helcio Borges.

Nota da Redação:

Os vereadores de Ouro Preto ouviram o óbvio na reunião realizada nesta quinta-feira (22),  na sede da edilidade.

Aconselhados pela desinformação nas discussões sobre o retorno das atividades da empresa e seus impedimentos atuais; bem como todo o processo de reparação e recuperação ao longo da bacia do rio Doce e, além disso, influenciados por ação semelhante e inepta de vereadores de Mariana, jogam os edis sem perspectivas de vitória.

É bom lembrar que durante todo o processo eleitoral de 2016, os vereadores eleitos, através de suas coligações, diziam claramente no período de discussões do plano de governo, que medidas para saneamento e tratamento de esgotos, além de captação e distribuição de água, não deveriam ser detalhadas e melhor estudadas, pois havia um “fundo de 500 milhões da Samarco”para resolver o problema.

Uma mentira e uma forma irresponsável de não encarar a realidade e enganar eleitores, além de esconder o quadro deplorável do saneamento em ambas as cidades.

Serviu para auxiliar o intento inicial (eleitoral), jogou-se o lixo debaixo do tapete e agora não tem a faxineira para limpá-lo.

O erro político da questão é reflexo do anseio eleitoral de 2016 e não da emoção pela tragédia.

Passados quase dois anos dos fatos, os equívocos de avaliação persistem e caravanas de vereadores cometem desatinos, juntos com seus chefes, e ainda alardeiam que o culpado “é um prefeitinho qualquer de uma cidadezinha qualquer”, embora também tricentenária.

 

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