Pré-sal salva e produção de petróleo cresce pelo terceiro mês consecutivo

3 de julho de 2017 - 13:25 | por Redação
Pré-sal salva e produção de petróleo  cresce pelo terceiro mês consecutivo
Brasil
0

Impulsionada pelos campos do pré-sal da Bacia de Santos, a produção de petróleo nas bacias sedimentares do país cresceu pelo terceiro ano consecutivo. Dados divulgados hoje (3) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que, no ano passado, a produção nacional cresceu 3,2%, atingindo 2,5 milhões de barris/dia.

Os dados constam do Anuário Estatístico da ANP, relativo a 2016, e indicam que a elevação da oferta de petróleo do pré-sal alcançou, no ano passado, a média de 1 milhão de barris por dia, uma variação anual de 33,1%.

Gás natural

Já a produção nacional de gás natural teve acréscimo de 7,9% em 2016, em relação a 2015, alcançando 103,8 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia). Segundo a ANP, a produção de gás natural do pré-sal vem aumentando a participação no total produzido no país. No ano passado, o gás natural proveninente do pré-sal correspondeu a 38,2% do total produzido.

A avaliação da ANP é de que “os resultados obtidos no pré-sal reforçam a atratividade dos blocos a serem ofertados nas próximas rodadas de licitação, com calendário aprovado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para os próximos três anos”.

Exportação recorde

Os dados da ANP indicam ainda que as exportações de petróleo no ano passado totalizaram 798,2 mil barris por dia, o maior volume exportado de toda a série histórica, e volume 8,3% maior do que em 2015. Como a produção nacional aumentou, em 2016, o Brasil reduziu a necessidade de importação de petróleo em 44,9%, para uma média diária de 178,6 mil barris.

Crise Econômica

Por outro lado, os dados indicam que as vendas de derivados pelas distribuidoras no mercado interno registraram queda de 2,5%, em relação a 2015. Isoladamente, as vendas de óleo diesel apresentaram queda de 5,1%, contrastando com a elevação de 4,6% nas vendas de gasolina C, enquanto a comercialização de etanol hidratado chegaram a cair 18,1%.

Os números do setor indicam que o país fechou 2016 com uma queda de 6,3% na produção nacional de derivados, em relação a 2015, com o parque de refino processando 2 milhões de barris por dia. Em consequência, o volume de importações de derivados subiu de 10,1%, de 2015 para 2016, indo a 488,1 mil barris/dia.

A ANP disse, no entanto, que em função da redução dos preços internacionais, cujo mercado encontra-se com excedente de produção, houve um recuo de 15,2% nos gastos com a importação do produto.

“O crescimento das importações refletiu uma maior diversificação dos agentes responsáveis pela oferta interna de combustíveis, o que, por sua vez, tende a contribuir com a ampliação das oportunidades de investimentos em infraestrutura de armazenamento e movimentação de petróleo, derivados e biocombustíveis”, avaliou a ANP.

Os campos do pré-sal já respondem, segundo a Agência Nacional do Petróleo, por 47,5% do total de petróleo equivalente extraído dos campos do país.

Campos produtores

O campo de Lula, na Bacia de Santos, continua sendo o de maior produção de petróleo e de gás natural, produzindo em média 697 mil barris diários de petróleo e 30,1 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural.

Em sua totalidade, os campos marítimos produziram 95,2% do petróleo e 84% do gás natural extraídos dos campos nacionais. A produção se deu a partir de 8.306 poços em atividade, sendo 748 marítimos e 7.558 terrestres. Já os campos operados pela Petrobras produziram, isoladamente, 94,2% de todo o petróleo e gás natural relativo ao mês de maio.Abr

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *