PIB naufraga e renda leva tombo em 2016, diz IBGE

8 de março de 2017 - 10:42 | por Redação
PIB naufraga e renda leva tombo em 2016, diz IBGE
Brasil
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) retratou o que era visível: a economia brasileira em 2016 foi ao fundo do poço.

O Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no ano pelo país, registrou uma queda de 3,6% em relação a 2015. Naquele ano o PIB também recuou 3,8%.

Apenas no último trimestre, a queda foi de 0,9% em relação ao terceiro trimestre de 2016; comparado com o mesmo período de 2015, o recuo foi de 2,5%.

No ano passado, a soma de todas as riquezas produzidas no país totalizou R$6.3 trilhões.

Queda após quedas:

 A agropecuária apresentou queda de 5,0% em relação a igual período do ano anterior. A indústria teve queda de 2,4%, sendo que a transformação também recuou 2,4% e a construção caiu 7,5%. Já a extrativa mineral se expandiu em 4,0% em relação ao quarto trimestre de 2015, puxada principalmente pelo crescimento da extração de petróleo e gás natural. A atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana registrou expansão de 2,4%.

Pelo sétimo trimestre seguido, todos os componentes da demanda interna apresentaram queda, sendo que o consumo das famílias (-2,9%) apresentou a oitava queda seguida. Este resultado pode ser explicado pelo comportamento dos indicadores de crédito, emprego e renda ao longo do período.

Com resultados negativos em vários segmentos, a influência sobre a renda per capita dos brasileiros sofreu outro forte abalo, com recuo de 4,4% em 2016, ante queda de 4,6% em 2015.

Os números confirmam queda no consumo das famílias, cuja demanda recuou 4,2% no ano passado. Em 2015 já ocorrera queda de 3,8%.

Com desemprego em alta e salários corroídos, o país teve em 2015  e no ano passado, resultados negativos no consumo das famílias que caiu pela primeira vez desde os constantes resultados anuais positivos obtidos a partir de 2004.

A taxa de desemprego bateu recorde negativo em 2016, atingindo em média 11,5% da força de trabalho,  ou 11,8 milhões de pessoas. E, no trimestre encerrado em janeiro deste ano, acelerou para 12,3%. Todos os dados colocam o país na contra mão de diversas economias, inclusive da Europa, em crescimento no momento e nos colocam em paralelo à Venezuela e Ucrânia, que também sofrem com suas combalidas economias, em meio a crise do preço do petróleo ou pela guerra.

 

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