Milhares atendem centrais sindicais e movimentos sociais e protestam contra reforma da Previdência

31 de março de 2017 - 21:29 | por Redação
Milhares atendem centrais sindicais e movimentos sociais e protestam contra reforma da Previdência
Brasil
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Centrais sindicais e movimentos sociais realizaram hoje (31) atos em várias cidades do país em protestos contra o governo Temer e suas políticas de reformas como a da  Previdência, reforma trabalhista e a lei da terceirização irrestrita em todas as atividades, que aguarda sanção do presidente golpista mor, Michel Temer.

Em São Paulo a av. Paulista foi ocupada no vão livre do Masp, com participação de professores estaduais, químicos, metalúrgicos, professores universitários e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto. O grupo de manifestantes saiu em caminhada, sentido rua da Consolação carregando faixas convocando para a greve geral e gritando pela saída de Michel Temer.

Desde cedo a cidade assistiu dezenas de protestos que alteraram o trânsito  em vários locais. Os manifestantes chegaram a atear fogo em pneus para interditar o fluxo.

No Rio de Janeiro, os manifestantes se concentraram  na Igreja da Candelária e saíram em passeata pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia. Eles foram apoiados por um caminhão de som, onde se concentram as lideranças políticas, que se alternaram em discursos com críticas às reformas propostas pelo governo federal.

Em Fortaleza cerca de 30 mil pessoas participaram do movimento que reuniu jovens, trabalhadores rurais, servidores e diversas outras categorias  que questionaram a perda de direitos, os prejuízos na aposentadoria e o enorme numero de desempregados.

Na capital baiana, representantes de diversas categorias, centrais sindicais, movimentos sociais e frentes populares  iniciaram os protestos cedo: “O povo acordou, está na rua e vai lutar até ver os direitos dos trabalhadores preservados, como garantia de férias, FGTS. Por isso que hoje a classe trabalhadora ganhou as ruas de todo o Brasil contra a terceirização, contra a reforma trabalhista, contra o governo e a favor de uma nova eleição direta”, disse o diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Bahia, Cedro Silva. A central foi uma das organizadoras do ato.

Em Brasília,  juízes, advogados, servidores e membros da Justiça do Trabalho protestaram contra as reformas e a desvalorização da Justiça do Trabalho, no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região.

“Algumas inverdades têm sido propagadas a pretexto de justificar a aprovação de uma reforma trabalhista com consequências nefastas para os trabalhadores, num Brasil que ainda enfrenta graves problemas no combate ao trabalho escravo e ao trabalho infantil; num país em que são registrados cerca de 600 mil acidentes de trabalho por ano, num país em que a terceirização é sinônimo de precarização da relação de emprego”, diz o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, Pedro Luís Vicentin Foltran.

Os protestos ocorrem em todas as capitais e várias cidades do Brasil, como “aquecimento” para uma paralisação geral, segundo as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

 

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