Importadores pagam e compram menos carne brasileira, após Carne Fraca

10 de maio de 2017 - 21:42 | por Redação
Importadores pagam e compram menos carne brasileira, após Carne Fraca
Agronegócio
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O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou nesta quarta-feira (10) que parte dos países compradores de carne brasileira passaram a pagar um valor menor pelo produto após a deflagração da Operação Carne Fraca.

Maggi citou o exemplo de Hong Kong, que chegou a restringir a importação de carne brasileira após a operação da Polícia Federal, mas que, depois de retomar as compras, conseguiu redução entre 3,5% e 4% no valor dos contratos referentes a carne suína.

No mês de abril, o valor médio das exportações de carnes brasileiras subiu 0,2%,  mas houve queda de 13,3% na quantidade exportada. Os números são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

“Alguns mercados tiveram redução de preço. É natural porque houve inicialmente um embargo e, na retomada, os compradores tentam diminuir os nossos preços. É normal, mas temos capacidade de negociar. Vamos entregar um preço menor agora, mas na sequência conseguimos um preço melhor”, disse Maggi, que participou nesta quarta de uma audiência na Comissão de Agricultura da Câmara.

Embarques

Maggi afirmou que nenhum lote de exportação de carne brasileira apresentou problemas desde que foi deflagrada a Operação Carne Fraca. Segundo o ministro, muitos dos países que importam carne brasileira estão fiscalizando 100% dos carregamentos que chegam,  por isso o fato de não terem encontrado problema é positivo para o Brasil.

Mercado interno no chão

Durante sua apresentação o ministro afirmou que o mercado interno não permite mais a expansão da produção de carnes.

“Já há sobra de produtos no mercado interno”, disse. Segundo ele,  só o mercado interno não justifica novos investimentos, e que, por isso, é preciso abrir novos mercados.

De 14 a 21 de maio o ministro viajará a uma série de países para falar, principalmente, do mercado de carnes. A missão oficial passará pela Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar e Kuwait.

 

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