Exposição do artista plástico Jorge Fonseca em cartaz na Galeria de Arte do IFMG

1 de novembro de 2017 - 16:01 | por Redação
Exposição do artista plástico Jorge Fonseca  em cartaz  na Galeria de Arte do IFMG
Cultura
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Fortemente influenciado por processos artesanais atrelados a questões artísticas contemporâneas, Jorge Fonseca ingressou na carreira artística há 22 anos. A identificação das pessoas com elementos de sua obra é motivo de satisfação para o artista. “Não fiz escola de arte. Quando comecei, minha proposta era pegar essas artesanias feitas com madeira, tecido, lata, enfim, todas essas traquitanas artesanais, e com isso criar outra história, colocando-as no campo da arte contemporânea. As pessoas têm uma identificação muito rápida com meu trabalho por conta dos materiais que utilizo e isso me alegra muito. Às vezes parece que tem um bordado, ou um recorte de tecido, por exemplo, que faz as pessoas se lembrarem de certos elementos que já viram na casa da avó. Outra possibilidade que tenho é a de contar histórias com esses materiais; uso objetos do cotidiano e conto histórias do cotidiano com eles”, explica o artista.

Inspirado pela Semana de Ciência e Tecnologia, cujo tema foi “A Matemática está em tudo”, o artista propõe, em sua exposição, uma reflexão sobre a questão do tempo e do espaço. “São dois elementos relacionados com a matemática e com os quais lidamos no nosso dia a dia. Estamos sempre precisando equacioná-los”. A convite de Fonseca, a exposição ganhou uma videoinstalação de Wellington Philipe, conhecido como We Ph. “O vídeo está no plano metafísico da matemática e permeia tanto a fluidez quanto a observação de um outro lugar. São processos permeados pelo caos e que consequentemente  podem gerar um outra coisa não premeditada anteriormente, a partir do jeito incontrolável que as ações têm ao decorrer do tempo”, conta o videoartista.

Sobre o artista – Jorge Fonseca é mineiro de Conselheiro Lafaiete, ex-marceneiro e maquinista de trem. Artista auto-didata, foi premiado no Prêmio Pipa Online 2017, no 53° Salão Paranaense (1996), no Salão de Arte Contemporâ¬nea de Campos (RJ, 1996) e no Salão Nacional de Arte de Goiás (2002). Em 2009, recebeu da Fundação Pollock-Krasner, de Nova York, uma “bolsa de estímulo à produção” – por mérito e conjunto da obra. Atuou também como designer de moda e de móveis, arte-educador, diretor de criação e produção de grupos de artesãos, dirigente de organização não governamental, idealizador e coordenador de projetos sociais. É idealizador da fábula-instalação FIOTIM – O Museu em Movi

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