Erro de cálculo: Samarco estende período de layoff

6 de julho de 2017 - 20:42 | por Redação
Erro de cálculo: Samarco estende período de layoff
Mariana
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Ainda com suas operações paralisadas, a Samarco anunciou nesta quinta-feira (6) a prorrogação do período de layoff de seus trabalhadores até o dia 31 de outubro próximo.

“ O novo prazo faz parte do esforço da empresa para manter seus postos de trabalho após 1 ano e oito meses sem produzir”, destacou a Samarco.

A alteração faz parte do acordo firmado em abril passado com os sindicatos Metabase (Mariana e Belo Horizonte) e Sindimetal (ES), que prorrogou por mais três meses, até 31/10/2017, o período de suspensão temporária dos contratos de trabalho (layoff) de cerca de 800 empregados. Esses trabalhadores entraram em layoff no dia 1º de junho por um período inicial de dois meses.

Durante o período de afastamento temporário de suas funções, os trabalhadores recebem, entre outros benefícios, bolsa de qualificação profissional, plano de saúde e vale alimentação. A Samarco complementa o valor da bolsa para manter o rendimento líquido dos empregados. A outra parcela é oriunda do governo federal.

Desde o rompimento da barragem de Fundão, já foram concedias duas licenças remuneradas, férias coletivas e dois  Layoff, de 25/1/16 a 25/6/16  e de 1/6/17 a 31/10/17.

 Nota da Redação:

A empresa ainda não conseguiu a liberação da carta de anuência da administração da cidade de Santa Bárbara, onde capta água para o complexo Germano, em Mariana.

Um acordo estava prestes a ser alcançado quando a Samarco judicializou as discussões sobre o impacto na captação de água no rio Conceição.

Após alcançar apoio da Justiça de primeira Instância, uma audiência de conciliação foi agendada na Comarca de Santa Bárbara, mas cancelado a pedido da empresa e em concordância com o município.

Posteriormente, a Samarco ajuizou agravo no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), quando um desembargador determinou 10 dias de prazo para a administração da cidade deferir ou não a carta de anuência.

Entretanto, o município recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) onde a ministra presidente Cármen Lúcia deu provimento ao recurso impetrado pela administração e afirmou que deve sim ser realizados estudos de impactos causados na captação.

A decisão provocou entre outros fatos, a completa desilusão dos administradores e vereadores de Mariana e Ouro Preto e a necessidade de prorrogar o lay-off na Samarco.

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