Equador reatifica asilo a Julian Assang

24 de junho de 2017 - 11:33 | por Redação
Equador reatifica asilo a Julian Assang
Mundo
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O governo equatoriano  ratificou a proteção e conseqüentes atos de preservação da  integridade física e psicológica do ciberativista Julian Assange, que permanece  asilado na embaixada de Quito em Londres, embora não exista processo penal contra ele.

A postura da administração do Equador foi confirmada por María Fernanda Espinosa, titular de Relações Exteriores e Mobilidade Humana, que assegurou que esse é o papel correspondente aos países hospedeiros de pessoas na condição do australiano fundador do portal site Wikileaks.

‘Há normas que devem cumprir ambas as partes, no caso de quem goza da condição de asilo, deve ser cuidado de não intervir nos assuntos internos do país que o hospeda e acho que isso está claro para ele, e de nosso lado a garantia de seguir protegendo seus direitos’, informou.

A ministra adiantou que se fizeram contatos com o Reino Unido, a pedido do próprio presidente, Lenín Moreno, os quais incluem diálogos e uma reunião de trabalho com a embaixadora da nação europeia em Quito.

Na recente 47 Assembleia Geral da Organização de Estados Americanos (OEA), efetuada em México nesta semana, também teve intercâmbios com representantes de Londres, que é observador dentro da instância.

‘A ideia, a vontade e a decisão é de chegar a uma solução que simplesmente beneficie e garanta os direitos da pessoa asilada, que neste caso é Julian Assange. Há a melhor disposição e estamos procurando os caminhos mais adequados’, enfatizou.

Ela  afirmou que existem canais de comunicação permanentes e diretos com o jornalista australiano, por meio da missão diplomática no reino Unido.

Assange permanece asilado na embaixada equatoriana em Londres desde 2012, quando solicitou esse status ante o temor de que sua vida estava em risco por ser um perseguido político.

Então pesava sobre o ciberativista um processo na Suécia, por supostos delitos sexuais, cujas acusações nunca foram formuladas e que a justiça do país europeu decidiu arquivá-las.

Para os advogados do australiano de 45 anos, o caso contra ele era só um pretexto para o extraditá-lo aos Estados Unidos onde podem julgá-lo e condená-lo até à prisão perpétua, pelos milhares de documentos secretos da administração do norte, que seu portal digital divulgou e ainda torna públicos.

Ainda que não exista nenhum tema jurídico pendente com Assange no Reino Unido, as autoridades lhe proíbem sair da sede diplomática, o que constitui uma violação de seus direitos, pelo que sua defesa ratificou ontem que levarão o caso à Corte Interamericana de Direitos Humanos e a Agência das Nações Unidas para os refugiados.

Em videoconferência a propósito dos cinco anos de seu asilo político, Assange considerou que Equador venceu Estados Unidos ao demonstrar que sim é possível para pessoas e pequenos países ter um efeito global ao se enfrentar sem temor.

Segundo ele, a solução de seu caso está perto e isso constituirá um enorme triunfo também para este país sul-americano que protege os refugiados.

 

 

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