Curta Circuito inicia segundo bimestre com homenagem ao cineasta Alfredo Sternheim

11 de maio de 2017 - 22:52 | por Sergio Sanches
Curta Circuito inicia segundo bimestre com homenagem ao cineasta Alfredo Sternheim
Arte
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Seguindo o tema País Tropical, próxima sessão exibe filme que aborda a brasilidade, em questões como religião e relação interracial    

Para dar início ao segundo bimestre da programação 2017, o Curta Circuito – Mostra de Cinema Permanente traz para Belo Horizonte a atriz e produtora Rossana Ghessa, que participa de um bate-papo ao lado do crítico de cinema Fernando Oriente. Os dois conversarão com o público na próxima segunda-feira, dia 15 de maio, após a exibição do longa Pureza Proibida (1974), protagonizado e produzido por Rossana e dirigido pelo cineasta Alfredo Sternheim, o homenageado dos meses de maio e junho da mostra, que tem curadoria assinada pela crítica Andrea Ormond. A sessão de abertura é às 20h, no Cine Humberto Mauro, com entrada franca. Os ingressos devem ser retirados na bilheteria do cinema 30 minutos antes da exibição.

Terceiro dos 20 longas dirigidos por Alfredo Sternheim, Pureza Proibida foi baseado na peça A Branca e o Negro, da atriz mineira Monah Delacy, que coassina o roteiro e também integra o elenco, junto com Rossana,  Zózimo Bulbul, Carlo Mossy (homenageado do primeiro bimestre do Curta Circuito 2017) e Ruth de Souza, que ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante da APCA pela atuação no filme. As mulheres têm forte presença no longa inclusive atrás das câmeras, em funções dominadas na época pelo homens, como de roteirista e produtor. Pureza Proibida foi indicado ainda ao Kikito de melhor filme no Festival de Gramado, em 1975.

Rossana Ghessa

Musa do cinema nacional, em especial das comédias eróticas, também conhecidas como pornochanchadas, mote da curadoria do Curta Circuito que trabalha este ano com o tema País Tropical, a atriz ítalo-brasileira Rossana Ghessa tem quase 40 filmes na bagagem. Trabalhou com os mais importantes diretores de cinema e seus maiores sucessos foram “Bebel, Garota Propaganda” (vencedora do prêmio de melhor atriz no Festival de Brasília em 1967) ; “Ana Terra”; “Lua de Mel e Amendoim”; “Lucíola, o Anjo Pecador” e “Memórias de um Gigolô”. Atualmente ela é produtora de cinema e proprietária da Verona Filmes.

 

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