Conferência da ONU aprova tratado que proíbe armas nucleares

7 de julho de 2017 - 22:02 | por Redação
Conferência da ONU aprova tratado que proíbe armas nucleares
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A presidenta da conferência das Nações Unidas para negociação do tratado que proíbe armas nucleares, Elayne Whyte, demonstrou hoje (7) satisfação pelo sucesso do fórum .

A  embaixadora costa-riquense afirmou que as delegações que participam da conferência, realizada em Nova York i entre 15 de junho e 7 de julho, deixam a sala de sessões com a satisfação de cumprir o mandato dado em dezembro passado pela Assembleia Geral da ONU, de dotar a comunidade internacional de uma norma que proíba os  artefatos nucleares.

De acordo com Whyte, o tratado responde à reivindicação de todos os povos do planeta de construir um mundo de paz, livre das armas nucleares.

O texto tem a legitimidade de ser fruto de um trabalho intenso desde fevereiro, principalmente das consultas e intercâmbios de visões das últimas três semanas, nas quais conseguimos aproximar diversas posições, disse.

A diplomata qualificou o tratado de “legado histórico para a humanidade’ e uma oportunidade de dizer às futuras gerações que se é possível herdar um mundo sem as únicas armas de extermínio massivo que faltavam  proibir.

Por alguns segundos se pensou na adoção do acordo por consenso, mas no meio da ovação entusiástica das delegações que comemoravam o sucesso da conferência, a Holanda solicitou uma votação.

Como resultado dos votos, 122 países apoiaram a proibição das armas nucleares, Singapura se absteve e a Holanda votou contra, um cenário previsto  por especialistas, considerando que o país europeu foi o único membro da OTAN presente nas negociações e em certos momentos mostrou indícios de sua postura.

Os Estados possuidores de armas nucleares decidiram não fazer parte das discussões, uma postura que para diplomatas, ativistas e cientistas não tem de justificativa e deve ser corrigida.

O tratado entrará em vigor quando for reafirmado por 50 países e inclui a possibilidade de que os países possuidores  de armas nucleares se incorporem depois de cumprir os requisitos estabelecidos.

A iniciativa aprovada hoje reflete a preocupação da comunidade internacional pelas catastróficas consequências humanitárias que traria o uso das armas nucleares, e reconhece por tanto a necessidade de eliminá-las.

Nesse sentido, proíbe seu desenvolvimento, teste, produção, aquisição, posse, armazenamento e transferência, bem como a ameaça de seu uso.

Também inclui a obrigação de ajudar as vítimas e atender aos danos ambientais derivados dos testes com armas nucleares.

A presidenta da conferência destacou em declarações,  o compromisso mostrado pelas delegações e a contribuição da sociedade civil.

Assim mesmo, Whyte destacou o papel ativo desempenhado durante o processo por países da América Latina.

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