CER de Itabirito investe em novos equipamentos para potencialização de resultados

8 de novembro de 2017 - 11:41 | por Redação
CER de Itabirito investe em novos equipamentos para potencialização de  resultados
Itabirito
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Com benefícios comprovados pela ciência, alguns recursos terapêuticos passaram a fazer parte do dia a dia dos usuários do Centro Especializado em Reabilitação (CER II), que tem como entidade mantenedora a APAE de Itabirito. O CER é referência no tratamento de pacientes com deficiência física e intelectual, estomizados e autistas de Itabirito, Mariana e Ouro Preto encaminhados pela atenção primária.

Os recursos terapêuticos ofertados no centro, como pilates, pediasuit, hidroterapia e kinesio taping (utilização de bandagem com design elástico único), são utilizadas em conjunto com os tratamentos tradicionais, oferecendo melhores resultados para os usuários.

Algumas das terapias, como o pedia suit, são recentes no Brasil e não são ofertados pela rede pública. “Como nossos profissionais são capacitados para o desenvolvimento do protocolo, fizemos um esforço para comprar os equipamentos e oferecer mais este benefício para os pacientes”, conta a coordenadora clínica, Débora Labory.  Outra inovação do centro é a oferta de assistência e orientação também para os cuidadores, acompanhantes e familiares. “Desta forma, eles se tornam mais preparados para a continuidade dos cuidados em casa”, explica a referência técnica em deficiência intelectual, Sílvia Targon

Pediasuit

Destinado a crianças a partir de dois anos, o pediasuit é uma abordagem inovadora e inédita em Itabirito, utilizada no CER em pacientes com paralisia cerebral, síndromes, atraso neuropsicomotor, mielomeningocele, entre outros. O procedimento consiste em duas sessões semanais de 4h por cerca de um mês. Depois de finalizado, a criança recebe alta ou continua no tratamento convencional.

“O pedisuit não substitui a fisioterapia, mas é utilizado para melhorar o quadro do paciente. Ele proporciona equilíbrio, força muscular e harmonização da consciência corporal”, explica a fisioterapeuta Júnia Azevedo.

Oficina de próteses e Pilates

Desde que foi instalado em Itabirito, o centro conta com uma parceria com o CER de Diamantina para a distribuição de cadeiras de rodas, próteses, órteses e todos os equipamentos auxiliares de locomoção. Uma vez a cada três meses, a equipe da oficina itinerante de Diamantina vem a Itabirito para realizar as medições para produção e adaptação, além de entrega dos equipamentos prontos. Desta forma, os pacientes não precisam sair da cidade para realizar o procedimento. O atendimento é realizado para as pessoas que já são usuárias do CER e aqueles que estão entrando no serviço.

Para que os pacientes consigam utilizar as próteses de maneira correta e segura, eles passam antes por um processo de fisioterapia para se adaptarem ao uso do equipamento. “Quem vai se tornar usuário da prótese obrigatoriamente passa pelo processo de reabilitação. A partir daí, o profissional técnico o libera para ir para a oficina onde é feita a medida. Depois, os usuários fazem o treino com a prótese e só então são liberados para irem para casa em definitivo”, explica a fisioterapeuta Raphaela Lobo.

Um dos protocolos utilizados na fase anterior e posterior à protetização é o pilates. “O pilates oferece várias opções de trabalho, independente das condições do paciente. Ele proporciona fortalecimento global, estabilização, força e alongamento”, explica a fisioterapeuta Ana Cristina Labory.

Para quem participa, o tratamento significa a volta da independência. “A prótese facilitou a minha vida e o pilates ajuda muito na minha reabilitação. Sem a perna, não poderia fazer nada, mas agora posso levar uma vida normal, trabalhar e ser independente”, explica a paciente Neusa Martins da Silva, que trocou a prótese da perna esquerda na última oficina, realizada entre os dias 16 e 20 de outubro. “Um conselho que dou para quem esta entrando agora no serviço é ser persistente, pois não é fácil a pessoa usar prótese, é preciso se superar a cada dia”, finaliza.

Henrique Ferreira perdeu o braço esquerdo e a perna direita em um acidente de moto há quase dois anos. Há um ano e meio, faz fisioterapia e terapia ocupacional com pilates no CER para recuperar os movimentos perdidos dos membros que possui e se preparar para a utilização da prótese na perna. Com o trabalho realizado, ele já realiza todas as atividades que fazia antes de se acidentar. “O tratamento foi ótimo. Quando cheguei aqui, não conseguia fazer nada, estava totalmente dependente, não podia levantar a mão, trocar de roupa. Hoje, trabalho, faço comida, pesco, busco meus filhos na escola. Tenho uma vida normal”, explica ele que já tirou as medidas e receberá a prótese na próxima oficina.

Além de utilizado no procedimento de pré e pós-protetização, o pilates também é aplicado em tratamentos de Acidente Vascular Cerebral (AVC), traumatismo raquimedular e doença de Parkinson.

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