Catar diz estar preparado para as consequências de recusar ultimato

2 de julho de 2017 - 11:38 | por Redação
Catar diz estar preparado para as consequências de recusar ultimato
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O governo de Catar afirmou neste domingo (2)  estar preparado para enfrentar as consequências de sua negativa de acatar 13 demandas apresentadas em forma de ultimato pela Arábia Saudita e outros três países árabes, as quais considerou “feitas para ser recusadas” .

O Ministério das Relações Exteriores ratificou a posição expressada por seu titular, jeque Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, de disposição a ‘trabalhar certos temas mediante a negociação, mas não se curva a ultimato’, pois Riad já disse que as demandas ‘não são negociadas’.

A postura do governo do Catar foi expressada  neste domingo quando expirou o prazo de 10 dias dado pela Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (EAU), Bahrein e Egito para acatar 13 exigências ou enfrentar a um ‘divórcio’ do contexto árabe e em particular do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG).

 

‘Achamos que o mundo rege-se por leis internacionais que não permitem aos grandes países acossar ou humilhar os pequenos. Ninguém tem o direito de ditar um ultimato a um país soberano’, expressou Al-Thani ao afirmar que as nações envolvidas ‘sabiam que suas demandas seriam recusadas’.

O chanceler falou ontem a jornalistas em Roma, onde abordou a crise que na semana passada debateu em Washington com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, e depois com outras autoridades de governos europeus.

‘Esta lista de demandas fez-se para ser recusada. Não está concebida para ser aceite ou para ser negociada. O estado do Catar, no lugar de recusá-la por princípio, está disposto a participar em (conversas) que propiciem as condições adequadas para mais diálogo’, pontuou.

Os quatro países, que em 5 de junho romperam relações com esta nação depois de lhe acusar de apoiar ao terrorismo, ameaçaram aprofundar seu isolamento se não ‘freiar’ os nexos com o Irã e expulsar a membros do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica supostamente despregados aqui.

Assim mesmo, obrigam-lhe a encerrar o canal televisivo Al-Jazeera, anular a cooperação militar com a Turquia e fechar uma base que o país europeu tem no emirado, e cortar laços com organizações extremistas e terroristas islâmicas, se deseja a restauração dos vínculos diplomáticos.

As autoridades locais reiteraram que não acatarão nenhuma das demandas dos estados que lhes estão boicotando e estão ‘preparadas para enfrentar qualquer das consequências’ que possa acarretar essa atitude.

Nesse sentido, remeteram-se aos pronunciamentos do chanceler que considerou os requerimentos árabes ‘não tinham como propósito abordar o terrorismo, mas cercear a soberania’ de seu país.

Ante a posição de Doha, analistas preveem uma escalada da crise com a muito provável suspensão deste emirado como membro da Liga Árabe, depois de que seja expulso do CCG.

Inclusive, algumas autoridades creem factível que o grupo de estados que mantêm o bloqueio fronteiriço, comercial e aéreo ao Catar forcem a seus sócios comerciais a eleger entre trabalhar com eles ou com Doha, sem descartar possíveis incursões militares, ainda que agora são pouco prováveis.

Segundo Al-Thani, seu país não teme nenhum palco. ‘Não há temor a qualquer ação que possa ser tomado; Catar está preparado para enfrentar as consequências, mas como tenho dito, há um direito internacional que não deve ser violado e uma fronteira que não deve ser traspassada’.* Com informações da Prensa Latina

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