Carnaval de Ouro Preto destinará 3 toneladas de material para reciclagem

26 de fevereiro de 2017 - 15:29 | por WWFA
Carnaval de Ouro Preto destinará 3 toneladas de material para reciclagem
Ouro Preto
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Ouro Preto é conhecida nacionalmente pelo seu carnaval que atrai milhares de foliões em suas ruas, movimentando o comércio e turismo local. Todo esse público produz muito lixo: garrafas pets, latas de alumínio, garrafas de vidro e etc. Para diminuir o impacto ambiental do Carnaval, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente intermediou uma parceria entre os blocos Caixão, Cabrobró, Praia, Chapado e Espuma e as associações de catadores de materiais recicláveis do município.

As associações ACMAR e Padre Faria realizarão o serviço de recolhimento dos materiais. Cerca de 20 catadores farão parte da equipe de coleta seletiva durante as concentrações dos blocos estudantis que irão acontecer no Espaço Folia e Ginásio do OPTC. Os blocos começam no sábado e vão até terça-feira de carnaval.

Estima-se que a cada dia sejam utilizadas 110 mil latinhas de cerveja; 1 mil garrafas de vidro; 18 mil garrafas pet de água. Cada quilo de alumínio equivale a 76 latas e gera R$ 3,50 para os catadores. O quilo do plástico rende R$ 1,20 e as garrafas pets R$ 1,55.

É esperado a coleta de aproximadamente 2,5 toneladas de latinhas, 1,0 tonelada de plásticos entre outros materiais recicláveis gerados durante os quatro dias de carnaval nos dois espaços de concentração dos blocos estudantis.

É um desafio! Mas, é um desafio muito importante que mostra que estamos prontas para fazer a coleta seletiva, não apenas durante o carnaval, mas durante todo o ano no Município”, avalia a catadora Maria das Graças Carvalho (Gracinha), da Associação do Padre Faria.

Para o diretor de Resíduos, Júlio César Pedrosa, parcerias como estas são sempre bem-vindas e importantes para ambas as partes. “A Secretaria Municipal de Meio Ambiente foi fundamental para que esta ação pudesse ser concluída. Intermediamos em todos os momentos as conversas e tratativas para garantir que as associações de catadores tivessem direito ao recebimento dos materiais. Estes materiais serão fonte de renda para os catadores, e em contrapartida, os blocos realizam um trabalho social importante, doando estes materiais para entidades sérias e que darão tratamento adequado aos resíduos.”

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