Brasil deve estar atento à radicalização do golpe, adverte Dilma

6 de julho de 2017 - 21:21 | por Redação
Brasil deve estar atento à radicalização do golpe, adverte Dilma
Brasil
0

A ex-presidenta Dilma Rousseff advertiu que o Brasil deve estar atento a uma possível radicalização do golpe de Estado que a afastou de seu cargo no passado ano e hoje avança, a passos longos, para sua ruína.

Sabemos que o Brasil tem uma tradição de acentuar, de radicalizar a característica dos golpes, sustentou a ex-presidenta e recordou que foi assim no processo da ditadura militar, o qual começou em 1964 e se converteu em uma maquinaria de matar, torturar, exilar e encarcerar a partir de 1968.

Ao falar no ato de tomada de posse do novo diretório nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), ontem à noite, Rousseff pediu que todos estejam extremamente atentos neste momento para que a ruína do golpe não se transforme em sua radicalização.

“Dia a dia a história mostrou que, aquilo que estava no terreno da especulação durante todo o processo de impeachment, hoje está confirmado: é um fato que teve um golpe no Brasil”, atestou.

Durante a cerimônia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva saudou a nova presidenta do partido urge um novo modo de fazer discursos: com vigor, mas também com ternura e delicadeza. Gleisi  Hoffmann será uma grata e extraordinária surpresa para o PT, previu.

O fundador do Partido dos Trabalhadores manifestou que com ela sres do Brasil assegurou que essa força não dará trégua na luta por eleições diretas. Queremos não só a saída de Michel Temer, mas também frear as reformas colocadas em marcha por seu governo e que seja o povo que eleja nas urnas seu presidente, reforçou.

Referindo-se a rumores segundo os quais o titular da Câmara de Deputados Rodrigo Maia estaria se preparando para substituir Temer mediante uma eleição indireta no Congresso, assegurou que ‘não podemos achar que um golpista é melhor que outro’.

Lula sugeriu também a criação, dentro do PT, de uma comissão encarregada de discutir todo o relacionado à soberania nacional, posta em risco com o programa de desmonte que leva adiante o governo de Temer e como consequência do qual ‘estão demolindo todo o que construímos e conquistamos desde 1943’.

O ex presidente insistiu também na necessidade de agrupar as forças de esquerda e na ‘obrigação moral, política e ética’ que tem o Partido dos Trabalhadores de dizer ao povo que caminhos vamos seguir para recuperar a economia, o emprego e voltar a ser protagonistas internacionais.

Por sua vez, Hoffmann manifestou que uma eleição presidencial no Brasil sem a presença de Lula é uma fraude à democracia.

Lula é o candidato de uma parte significativa da população que deseja que o Brasil seja reconstruído, destacou a dirigente petista, que também exaltou a necessidade da unidade entre todas as forças de esquerda.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *