Cláudio Barros expõe na Galeria Casa dos Contos

26 de abril de 2017 - 19:04 | por Sergio Sanches
Cláudio Barros expõe na Galeria Casa dos Contos
Arte
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A Exposição  acontece na Galeria da Casa dos Contos em Ouro Preto, com abertura em 28 de abril e permanência até 13 de maio de 2017.

O artista plástico Claudio Ribeiro Barros, nascido no Rio de Janeiro, residiu em Ouro Preto, entre 1982 e 1984. Iniciou sua formação artística na Escola de Arte Aluno Rodrigo de Melo Franco de Andrade da Fundação de Arte de Ouro Preto, tendo como principais professores e interlocutores Anna Amélia Rangel – Gravura em Metal, Paula em importantes cursos intensivos oferecidos pela escola.

Ainda em Ouro Preto conheceu o artista Carlos Scliar e como discípulo frequentou seu ateliê. Dessa relação formou-se uma sólida amizade.

Em 1985 estabeleceu-se em São Paulo, e em paralelo com a pintura desenvolveu uma carreira na arte educação, entre os principais projetos que participou estão o Setor Educativo da Bienal Internacional de São Paulo nas 18ª, 19ª e 21ª edições, Projeto Enturmando da Secretaria do Estado do Menor, Escola Municipal de Iniciação Artística – EMIA de Santo André, ministrou oficinas artísticas e terapêuticas no CAPS Diadema, foi membro fundador da Cooperativa Paulista de Artistas Educadores – CPAE, ocupando a Presidência, além de diversos outros projetos na área.

A Exposição

A exposição “Fachadas, Uma Geometria Orgânica da Pintura” constitui-se de uma série de pinturas a óleo sobre papel, que têm como ponto de partida o olhar contemplativo dos elementos visuais constantes nas fachadas, platibandas, caixilhos de portas e janelas das ruas das cidades de Ouro Preto e Mariana. As formas, cores, posições, ritmo, tornam-se objeto de esboços e fotografias. Aos poucos, esse interesse vai se tornando um motivo e fachadas de outras cidades como Rio e São Paulo vão entrando nesse jogo. A pintura passa a absorver esse motivo e as imagens vão relacionando a geometria decorativa das fachadas a combinações, adaptações, construções de forma e cor ganhando nesse jogo novas soluções. A discussão dos elementos da arquitetura de decoração vai afirmando a elaboração de um discurso pictórico geométrico abstrato.

Penso que esse trabalho traz a afirmação de um olhar curioso e dialogal pela e com a cidade. Quer discutir a pintura contemporânea a partir da visualidade do cotidiano, entoando uma “conversa” com a cidade, as ruas e seus moradores, buscando registrar e “ouvir” a cidade, na afirmação de aspectos da subjetividade, no gosto de seus moradores expressos na escolha de cores, na elaboração da visualidade da casa, na conservação, enfim no espaço que dialoga o público e o privado, a historicidade e o cotidiano.

“Ouro Preto impregnou meu olhar, mas ele também se deixa seduzir por outras tantas, a cena está aberta, a forma é livre.”

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